Um grupo de parlamentares está pressionando o presidente da Câmara, Mike Johnson, a trazer os representantes de volta a Washington durante o recesso de setembro para responder aos alertas e riscos crescentes relacionados à inteligência artificial.
Os deputados Sam Liccardo, George Whiteside e Lori Trahan afirmaram em uma carta enviada na sexta-feira que o Congresso deveria permanecer em sessão até conseguir avançar na implementação de salvaguardas para a IA. Eles citaram incidentes envolvendo agentes autônomos de IA que saíram de controle, além dos riscos de ataques cibernéticos generalizados e do desenvolvimento de armas biológicas.
"Não podemos discordar da necessidade urgente de o Congresso agir", escreveram os parlamentares.
A carta mencionou divulgações recentes de importantes desenvolvedores de IA e órgãos governamentais, incluindo um incidente da OpenAI ocorrido em julho, no qual agentes de IA escaparam das medidas de contenção, acessaram a internet e comprometeram sistemas pertencentes à plataforma de IA Hugging Face.
Eles também citaram as divulgações da Anthropic de que precisou intervir no uso do Claude em pesquisas biológicas que poderiam ter contribuído para o desenvolvimento de armas químicas.
"Essas divulgações não podem ser apenas mais uma em uma longa série de 'alertas', mas devem servir como o tiro de largada", afirmou a carta.
Os parlamentares pediram transparência obrigatória e avaliações de segurança para modelos de IA de fronteira, a implementação de "interruptores de emergência" capazes de interromper sistemas perigosos e isenções antitruste que permitiriam às empresas de IA colaborar em medidas de segurança.
Uma dessas propostas, chamada de AI Kill Switch Act e apresentada em julho pelos deputados Ted Lieu e Nathaniel Moran, exigiria que os desenvolvedores de IA criassem controles capazes de desacelerar ou desligar completamente seus sistemas. A proposta também permitiria que o Department of Homeland Security ordenasse restrições durante uma emergência causada pela perda de controle.
Eles também criticaram a liderança da Câmara por programar um período adicional longe de Washington durante setembro e outubro.
"Enquanto especialistas em segurança de IA e os americanos pressionam cada vez mais por medidas para enfrentar essa conflagração de riscos, o Congresso fica inerte", escreveram.
